10 de jul de 2012

Gabriela Palombo 13613: Propostas e o Tema hoje é Economia Criativa e Sustentabilidade

Uma Araraquara Criativa e Sustentável é possível!

Olá amig@s! Hoje vamos falar um pouquinho sobre a Economia Criativa, o potencial de Araraquara e minhas propostas pra esse tema. Lembrando que esta Economia e a Sustentabilidade são prioridades da minha campanha e de um eventual mandato.

Cidades criativas são cidades capazes de encontrar dentro de si a solução para seus problemas. São cidades que transformam o tecido socioeconômico urbano com base no que têm de mais singular, criativo e específico e em um profundo entendimento de sua identidade cultural. Uma cidade criativa é capaz de atrair empreendedores, investimentos e um perfil de turista que respeita e aprecia a cultura local, entendendo a cidade como sua anfitriã.

A diferença da economia criativa em relação às outras é que ela promove o desenvolvimento sustentável e humano. Quando trabalhamos com criatividade e cultura, atuamos simultaneamente em quatro dimensões: econômica, social, simbólica e ambiental.

Isso leva a um inédito intercâmbio de moedas: o investimento feito em moeda-dinheiro, por exemplo, pode ter um retorno em moeda-social; o investimento realizado em moeda-ambiente pode gerar um retorno em moeda-simbólica, e assim por diante.

A Economia Criativa, de forma geral, abrange atividades nas quais os indivíduos ou empreendimentos exercitam sua criatividade explorando seu valor econômico. Pode ser definida como processos que envolvam criação, produção e distribuição de produtos e serviços, usando o conhecimento, as novas tecnologias, a criatividade e o capital intelectual como principais recursos produtivos.

Vendem-se sonhos, ideias e sentimentos positivos: os produtos finais de um novo ramo econômico, que se alimenta da criatividade como matéria-prima. Uma economia que depende do cérebro humano, da informação e do conhecimento. Ideias que geram lucro em uma indústria capaz de induzir e estimular o crescimento de outras áreas da economia. Essa é a economia criativa. Com uma movimentação financeira mundial de mais de US$ 3 trilhões, esse setor é primordial para o desenvolvimento socioeconômico, tendo um crescimento de 6,3% ao ano e já sendo responsável por 10% da economia mundial.

O Brasil deu um grande passo nessa direção! A presidenta Dilma criou a Secretaria da Economia Criativa da Cultura de olho nesse potencial e está investindo muito recurso no fomento a essa nova economia no país. Araraquara precisa aproveitar essa oportunidade!


Aqui em Araraquara...
Temos recursos humanos, ou seja, muita gente talentosa, criativa e empreendedora. Temos recursos naturais que precisam ser protegidos, Universidades e Sistema S pra fazer parcerias, temos jovens, mulheres e idosos em situação de exclusão que precisam de novas oportunidades pra conquistar dignidade e qualidade de vida. Além disso, Araraquara tem forte referência em 16 cidades na microrregião que dependem de nossa cidade para serviços de Saúde, de Educação, de Serviços, de Comércio e de Lazer. 

Portanto, temos plenas condições de desenvolver e fortalecer a Economia Criativa e assim ajudar nossa cidade a se desenvolver com sustentabilidade, com melhor distribuição de renda e com melhores oportunidades para todas as pessoas. Este tema se relaciona diretamente com minha postagem e propostas para a questão da Juventude, das drogas e do trabalho decente. Precisamos é de apoio do poder público e visão de futuro de nossos governantes.

Cidades como Paraty (RJ) e o investimento no turismo, Guaramiranga (CE) e seu famoso Festival de Jazz e Blues no Carnaval, Conservatória (RJ) com suas serestas e serenatas pelas ruas, Ibitinga (SP) com sua tradicional feira do Bordado, Brotas (SP) e o turismo ecológico, entre outras pelo Brasil afora são exemplos muito bem sucedidos de cidades que apostaram no talento de seu povo e promoveram desenvolvimento, melhoria na renda e diversificação dos negócios.

Para que Araraquara entre na rota da Economia Criativa e se destaque por isso, se eleita, defenderei:

1)  1) A volta da FACIRA (extinta pelo prefeito Barbieri) e total reformulação de seu conceito, priorizando os empreendedores, artistas, pequenos empresários DA CIDADE e o intercâmbio com empreendedores vizinhos. Essa parceria é importante para que nossos empreendedores e pequenos empresários se tornem conhecidos e aumentem as oportunidades de negócios regionais.
2) 
    2) Leis de incentivo para produção de eventos como festas tradicionais, feiras e festivais. Exemplo: Os trabalhadores e expositores da Festa do Milho em Bueno seriam isentos do pagamento de ISSQN e a prefeitura NÃO cobraria aluguel das barracas. Esse incentivo, regulados os critérios por meio de leis que vou apresentar, podem se estender a toda cadeia produtiva desse evento, dos profissionais que criam os cartazes e folders de divulgação às gráficas que o imprimem.
3)      
   3)Edital público na Fundart, Fundesport, DAAE e sec. Desenvolvimento Econômico para financiamento de projetos na área da Economia Criativa e abertura de linha de crédito específica no Banco do Povo para empreendimentos com esse perfil.
4)      
    4) A exemplo do que acontece em Brasília e em muitas cidades litorâneas, adequar uma área para instalação da  Feira Permanente do Artesanato e Comidas Típicas. Os artesãos que expõem no piso inferior do hipermercado Extra, por exemplo, pagam um aluguel mensal de R$ 5.000,00! É evidente que este tipo de trabalho gera lucro mas o alto custo da permanência inviabiliza a participação de mais artesãos. A Praça Scalamandré Sobrinho em frente à Arena da Fonte pode ser uma boa alternativa a esse projeto.
5)      
    5)Ampliar o calendário de eventos oficiais do município focando as possibilidades da Economia Criativa. Como proposta: Festival Araraquara Reggae (nos mesmos moldes do Araraquara Rock que privilegia a produção independente e fomenta a cultura musical principalmente entre os jovens), a Feira do Livro; o Festival de Comidas Tradicionais (pode ser a ampliação e melhoramento da Festa do Milho de Bueno); a Semana da Moda ou Araraquara Fashion Week (parceria com o Senac, Uniara e profissionais liberais do setor, abarcando desde a costura, customização e criação de modelos); Festival de Inverno de Curtas do Interior Paulista (em parceria com o Sesc);

6)  6) Criação do programa na Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Feira Itinerante de Trocas Solidárias (experiência muito interessante de Embu das Artes onde a prefeitura investe em estrutura e logística, levando artesãos e doceiras de um bairro da cidade para vender em outro e etc.) Esta mesma estrutura que conta apenas com um caminhão e as barracas pode também contemplar os agricultores dos Assentamentos locais para o programa da Feirinha da Saúde nos Bairros que defenderei se eleita. Alimentos saudáveis e baratos é saúde e qualidade de vida. Comprar de um produtor da Agricultura Familiar é mais sustentável que de uma grande rede de supermercados. Todo mundo ganha!
7)      
   7) Defenderei e buscarei parcerias, em diálogo com a prefeitura, para a abertura de cursos profissionalizantes nas áreas da Economia Criativa como Desenho, Software para Games, Web Designer, Culinária, Moda, Customização de roupas e adereços, Produção e Gestão de Projetos Criativos.

8) 8) Mapeamento consistente dos empresários, profissionais e talentos dessa nova economia. Esse mapeamento em parceria com a Paulista Jr. da Unesp, por exemplo, não chegaria ao valor de R$ 6.000,00 e permite que a prefeitura e outros setores conheçam exatamente quem são, o que fazem e onde estão nossos empreendedores, suas demandas e a melhor maneira de apoiar este setor.

Importante ressaltar a viabilidade dessas propostas. No geral, são investimentos pequenos com grande possibilidade de parcerias com a iniciativa privada e apoio de grandes fomentadores dessas iniciativas, como o Itaú Cultural, o Sebrae, o Sistema S, Banco do Brasil, BNDES e Banco do Povo, governo federal entre outros.

É possível fazer muito com pouco dinheiro desde que haja Criatividade, Transparência na aplicação dos recursos públicos e gente qualificada para formatar os projetos. Disso eu entendo!

Um comentário:

Anônimo disse...

Gabriela
Boa sorte
e saiba que nesse sentido entreguei a UNESP UM ESTUDO DE UM FORMADO NA academia das ruas - que não considero masi como algo meu - NEM SEI SE QUERO MASI ATUARA AQUI MAS SE ALGO LHE FOR ÚTIL USE! FOI FEITO COM O AMOR DE QUEM VIVE DO PALCO E DA EXPRESSÃO
JORGE MOURA