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29 de jun. de 2012

Mulheres que correm com os Lobos


Todas nós temos anseio pelo que é selvagem. Existem poucos antídotos aceitos 
por nossa cultura para esse desejo ardente. Ensinaram-nos a ter vergonha desse tipo 
de aspiração. Deixamos crescer o cabelo e o usamos para esconder nossos
sentimentos. No entanto, o espectro da Mulher Selvagem ainda nos espreita de dia e 
de noite. Não importa onde estejamos, a sombra que corre atrás de nós tem
decididamente quatro patas.
CLARISSA PINKOLA ESTÉS, Ph.D. Cheyenne Wyoming

Os lobos saudáveis e as mulheres saudáveis têm certas características
psíquicas em comum: percepção aguçada, espírito brincalhão e uma elevada
capacidade para a devoção. Os lobos e as mulheres são gregários por natureza,
curiosos, dotados de grande resistência e força. São profundamente intuitivos e têm 
grande preocupação para com seus filhotes, seu parceiro e sua matilha. Tem
experiência em se adaptar a circunstâncias em constante mutação. Têm uma
determinação feroz e extrema coragem. 
No entanto, as duas espécies foram perseguidas e acossadas, sendo-lhes 
falsamente atribuído o fato de serem trapaceiros e vorazes, 
excessivamente agressivos e de terem menor valor do que seus detratores. Foram 
alvo daqueles que prefeririam arrasar as matas virgens bem como os arredores
selvagens da psique, erradicando o que fosse instintivo, sem deixar que dele restasse 
nenhum sinal. A atividade predatória contra os lobos e contra as mulheres por parte 
daqueles que não os compreendem é de uma semelhança surpreendente.
Pois foi aí que o conceito do arquétipo da Mulher Selvagem primeiro se
concretizou para mim: no estudo dos lobos. Estudei também outras criaturas como, 
por exemplo, os ursos, os elefantes e os pássaros da alma — as borboletas.


Recomendo a leitura desse livro tenho certeza que vai se surpreender.